Em 2002, a fazenda Caraíbas, no município de Gonçalves Dias, Maranhão, até então, propriedade do deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE), foi flagrada por fiscais do trabalho utilizando mão de obra escrava. Foram libertadas 53 pessoas que vinham, em sua maioria, da cidade de União, no Piauí, conhecida por seus altos índices de aliciamento por “gatos”, contratadores de trabalhadores a mando de fazendeiros. Durante a fiscalização na fazenda, teria surgido uma ordem do governo federal para que os policiais federais que acompanhavam os fiscais se retirassem, deixando o grupo sem segurança. Houve tentativa do poder executivo para que o caso fosse encoberto. Mas mesmo assim, o grupo móvel de fiscalização libertou os trabalhadores e o caso ganhou repercussão nacional. Meses depois, o Deputado Inocêncio vendeu a propriedade, mas isso não impediu que seu nome fosse incluído na lista suja do trabalho escravo, ficando, dessa forma, impedido de receber créditos de bancos e agências públicas de financiamento de novembro de 2003 a novembro de 2005. Agora, no dia 07 de fevereiro, o deputado que é o primeiro secretário da Câmara, teve a sua condenação confirmada, em segunda instância, pelo Tribunal Regional do Trabalho por uso de trabalho escravo. O deputado vai ser obrigado a pagar uma indenização que pode chegar a R$ 300 mil. |